quinta-feira, 21 de abril de 2011

O Desabafo de Um São-Bentista


Hoje quero desabafar sobre a situação do maior clube de futebol de Itapecerica, o São Bento Esporte Clube, o popular “Leão da Colina”. Torço pelo time desde a infância e mantive seu blog durante dois anos. De lá pra cá muita coisa mudou na Colina. Bom, pra dizer a verdade, arrumaram a casa, trocaram os móveis, mas os problemas continuam os mesmos.

Antes de falar sobre as três situações que mais me incomodam, quero ressaltar que não sou contra a diretoria do clube e acredito que, para compô-la, não existem pessoas melhores que seus atuais integrantes. Apenas creio que lhes falta um pouco de coragem para expurgar problemas que persistem por mais de duas décadas.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

A lição de Ronaldinho

 

Foto: André Durão / Globoesporte.com

     Acredito que 99% das pessoas não atingirão o topo em suas carreiras. Ronaldinho atingiu, ganhou tudo que podia e está milionário. Ao marcar o gol do título e erguer a Taça Guanabara, o novo ídolo do Flamengo esbanjou um sorriso que não aparecia desde os seus tempos de novato.

     A alegria de Ronaldinho é por um título que, reconheça-se, tem valor simbólico, nada mais que isso. Contudo, não se trata de decadência. A cena vista no Engenhão é uma lição de vida.

     O homem consagrado, que já cumpriu seu dever antes dos trinta anos de vida, que já fez o máximo que poderia fazer, está feliz. Sua alegria não veio plenamente com a conquista do topo, mas parece ter vindo agora.

     Ronaldinho nos mostra que a busca e/ou a conquista do cume não são requisitos indispensáveis à felicidade. Esse doce e passageiro sentimento está nas “pequenas” coisas. Parece clichê, mas foi o que o eterno “Show Man” nos ensinou nesta tarde de domingo.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Carta de “Orkuticídio”

 
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Hoje, 27 de setembro de 2010, nesta manhã segunda, estou deletando meus perfis no Orkut e no Facebook. Ok, eu também indagaria “e eu com isso?”. Respondo: o blog é meu, isso tem importância pra mim e quero orkutar (me autoestimar) pela última vez. Vai que alguém sente falta de mim por lá, p%#¢@!

Lá se foram mais ou menos 6 anos do dia em que fui convidado pelo meu amigo Thiago a entrar na rede social (aliás, por muito tempo ele foi um dos meus 10 amigos por lá, o negócio era meio “seleto”). Entrei pensando que seria uma febre passageira e hoje, deixando a hipocrisia de lado, fico imaginando como teria sido a minha vida sem ela.

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Um abraço aos meus ex-fãs, aos meus amigos que me achavam 80% legal, confiável e sexy – óbvio, também me consideravam 20% feio, chato e traíra. Um salve para os membros da comunidade do Cruzeiro e do Atlético-MG, me divertia muito por lá! Um alô pra galera que bombava as comunidades de Itapecerica. Um beijo para as minhas ex-alguma-coisa e outro para as meninas que floriam o Orkut postando fotos de biquíni na praia, na piscina ou na laje.

Estou de partida. Não é pela popularização (isso já faz uns 3 anos), não é porque arrumei namorada, simplesmente acho que preciso de amigos mais reais. O Orkut já não serve para manter amizades distantes e o Facebook não passa de um similar com fotos mais chiques nos perfis.

Minha vida a partir de agora será bem mais privada, porém, se quiser me acompanhar, tem meu Twitter: www.twitter.com/daniloaraujo. Seis anos depois, sou um cara bem diferente e já não preciso do Orkut.

orkut

Boa semana a todos!








segunda-feira, 26 de julho de 2010

Podem soltar o Rubinho!

12 de maio de 2002. Manhã de domingo, dia das mães, o brasileiro Rubens Barrichello, então segundo piloto da Ferrari, cedeu o primeiro posto do GP da Áustria para o alemão Michael Schumacher – um daqueles adeptos da vitória a qualquer preço – seguindo ordem dos chefes da Ferrari. Ontem, 25 de julho de 2010, manhã de domingo, GP da Alemanha, o também brasileiro Felipe Massa cedeu o primeiro posto para o espanhol Fernando Alonso – outro daqueles adeptos da vitória a qualquer preço – seguindo ordem dos chefes da mesma equipe italiana.

Convenhamos, quem em sã consciência descumpriria um contrato milionário? Pouquíssimas pessoas, talvez Nélson Piquet. Quanto a Ayrton Senna, não consigo sequer imaginar tal situação porque o único companheiro de equipe capaz de acompanhá-lo foi o tetracampeão Alain Proust e, mesmo assim, deu no que deu. Porém, é bom ressaltar que Senna viveu circunstância parecida no ano de 1991, na oportunidade em que conquistou seu tricampeonato, o maior piloto de todos os tempos permitiu que Berger, seu fiel escudeiro, vencesse a corrida que lhe garantiu o título. Enfim, Ayrton era primeiro piloto, campeão e valia a festa.


GP do Japão de 1991, Senna deixa o escudeiro Berger passar.

Mas há diferença entre os incidentes de 2002 e 2010? Creio que sim. Não pelo Dia das Mães e nem por Felipe Massa ser um segundo piloto que não sai do armário, a maior disparidade está nas reações dos pilotos após todo o ocorrido. Rubens Barrichello e Michael Schumacher se sentiram visivelmente constrangidos no pódio daquela corrida em A1-Ring. Aquele fato abalou a relação entre os pilotos e Rubinho já declarou diversas vezes seu arrependimento por ter deixado o alemão passar.



 GP da Áustria de 2002, o escudeiro Barrichello deixa Schumacher passar.

Ontem, o cinismo de Felipe Massa e Fernando Alonso foi de enojar qualquer um. O espanhol reclamou do brasileiro com a equipe que, por sua vez, ordenou a manobra. No pódio, Fernando Alonso comemorou a vitória como se nada ocorrera. A Ferrari negou que tivesse influenciado seus pilotos e Massa, apresentando a versão mais absurda de todas, afirmou que deixou o companheiro ultrapassa-lo por livre e espontânea vontade e que pensou somente no bem da equipe.


GP da Alemanha de 2010, o “escudeiro” Felipe Massa deixa Fernando Alonso passar.

Não é justo condenar os brasileiros que exercem ou exerceram a função de segundo piloto. Somente aqueles pilotos experientes teriam respaldo e currículo para dizer um não categórico à equipe. Se Piquet, Senna e Fittipaldi desobedecessem a Ferrari, amanhã estariam empregados na McLaren. Infelizmente não era o caso de Rubens Barrichello e não é o de Felipe Massa. A situação deles é compreensível, o que realmente incomoda é o cinismo do último.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

CALA BOCA TADEU SCHMIDT!?




Já deu pra perceber que a mágoa da galera não é com o Galvão e sim com a Globo. Vai entender...

Acho que o Dunga está no caminho certo, mas ontem ele pisou na bola. Aliás, o capitão do tetra é muito mal preparado para lidar com a imprensa. Culpa de seu instinto truculento e da evidente falta de assessoria da CBF.

O problema é que parte do povão acha bonito discordar da Globo por nada. Para muitos, discordar da emissora carioca é quase um atestado de “não-manipulável” e sempre tem um bicho grilo frustrado pra propagar que a Globo manipula tudo, pra lembrar de uma suposta cumplicidade com os militares, do debate do Collor contra o Lula, do boicote às Diretas, etc...

Essa classe “antenada” se esquece que a Globo cresceu pela qualidade, que inventaram o controle remoto e que a realidade política e social de hoje é bem diferente daquela vivida nos anos 70 e 80.

No plebiscito sobre as armas, em 2005, a TV Globo apoiou claramente o desarmamento, seus artistas apareceram na campanha e até novela sobre o tema foi gravada. Para a surpresa de muitos, o resultado das urnas foi totalmente contrário ao interesse global e prova que a tal manipulação, se um dia existiu, hoje é mito.

A manipulação global que vejo em 2010 é completamente inofensiva e se resume às mulheres quererem copiar a mocinha da novela, ao rapaz entrar na aula de forró por causa da dança do Faustão, etc.