Hoje quero desabafar sobre a situação do maior clube de futebol de Itapecerica, o São Bento Esporte Clube, o popular “Leão da Colina”. Torço pelo time desde a infância e mantive seu blog durante dois anos. De lá pra cá muita coisa mudou na Colina. Bom, pra dizer a verdade, arrumaram a casa, trocaram os móveis, mas os problemas continuam os mesmos.
Antes de falar sobre as três situações que mais me incomodam, quero ressaltar que não sou contra a diretoria do clube e acredito que, para compô-la, não existem pessoas melhores que seus atuais integrantes. Apenas creio que lhes falta um pouco de coragem para expurgar problemas que persistem por mais de duas décadas.
Acredito que 99% das pessoas não atingirão o topo em suas carreiras. Ronaldinho atingiu, ganhou tudo que podia e está milionário. Ao marcar o gol do título e erguer a Taça Guanabara, o novo ídolo do Flamengo esbanjou um sorriso que não aparecia desde os seus tempos de novato.
A alegria de Ronaldinho é por um título que, reconheça-se, tem valor simbólico, nada mais que isso. Contudo, não se trata de decadência. A cena vista no Engenhão é uma lição de vida.
O homem consagrado, que já cumpriu seu dever antes dos trinta anos de vida, que já fez o máximo que poderia fazer, está feliz. Sua alegria não veio plenamente com a conquista do topo, mas parece ter vindo agora.
Ronaldinho nos mostra que a busca e/ou a conquista do cume não são requisitos indispensáveis à felicidade. Esse doce e passageiro sentimento está nas “pequenas” coisas. Parece clichê, mas foi o que o eterno “Show Man” nos ensinou nesta tarde de domingo.
Hoje, 27 de setembro de 2010, nesta manhã segunda, estou deletando meus perfis no Orkut e no Facebook. Ok, eu também indagaria “e eu com isso?”. Respondo: o blog é meu, isso tem importância pra mim e quero orkutar (me autoestimar) pela última vez. Vai que alguém sente falta de mim por lá, p%#¢@!
Lá se foram mais ou menos 6 anos do dia em que fui convidado pelo meu amigo Thiago a entrar na rede social (aliás, por muito tempo ele foi um dos meus 10 amigos por lá, o negócio era meio “seleto”). Entrei pensando que seria uma febre passageira e hoje, deixando a hipocrisia de lado, fico imaginando como teria sido a minha vida sem ela.
Um abraço aos meus ex-fãs, aos meus amigos que me achavam 80% legal, confiável e sexy – óbvio, também me consideravam 20% feio, chato e traíra. Um salve para os membros da comunidade do Cruzeiro e do Atlético-MG, me divertia muito por lá! Um alô pra galera que bombava as comunidades de Itapecerica. Um beijo para as minhas ex-alguma-coisa e outro para as meninas que floriam o Orkut postando fotos de biquíni na praia, na piscina ou na laje.
Estou de partida. Não é pela popularização (isso já faz uns 3 anos), não é porque arrumei namorada, simplesmente acho que preciso de amigos mais reais. O Orkut já não serve para manter amizades distantes e o Facebook não passa de um similar com fotos mais chiques nos perfis.
Minha vida a partir de agora será bem mais privada, porém, se quiser me acompanhar, tem meu Twitter: www.twitter.com/daniloaraujo. Seis anos depois, sou um cara bem diferente e já não preciso do Orkut.
12 de maio de 2002. Manhã de domingo, dia das mães, o brasileiro Rubens Barrichello, então segundo piloto da Ferrari, cedeu o primeiro posto do GP da Áustria para o alemão Michael Schumacher – um daqueles adeptos da vitória a qualquer preço – seguindo ordem dos chefes da Ferrari. Ontem, 25 de julho de 2010, manhã de domingo, GP da Alemanha, o também brasileiro Felipe Massa cedeu o primeiro posto para o espanhol Fernando Alonso – outro daqueles adeptos da vitória a qualquer preço – seguindo ordem dos chefes da mesma equipe italiana.
Convenhamos, quem em sã consciência descumpriria um contrato milionário? Pouquíssimas pessoas, talvez Nélson Piquet. Quanto a Ayrton Senna, não consigo sequer imaginar tal situação porque o único companheiro de equipe capaz de acompanhá-lo foi o tetracampeão Alain Proust e, mesmo assim, deu no que deu. Porém, é bom ressaltar que Senna viveu circunstância parecida no ano de 1991, na oportunidade em que conquistou seu tricampeonato, o maior piloto de todos os tempos permitiu que Berger, seu fiel escudeiro, vencesse a corrida que lhe garantiu o título. Enfim, Ayrton era primeiro piloto, campeão e valia a festa.
GP do Japão de 1991, Senna deixa o escudeiro Berger passar.
Mas há diferença entre os incidentes de 2002 e 2010? Creio que sim. Não pelo Dia das Mães e nem por Felipe Massa ser um segundo piloto que não sai do armário, a maior disparidade está nas reações dos pilotos após todo o ocorrido. Rubens Barrichello e Michael Schumacher se sentiram visivelmente constrangidos no pódio daquela corrida em A1-Ring. Aquele fato abalou a relação entre os pilotos e Rubinho já declarou diversas vezes seu arrependimento por ter deixado o alemão passar.
GP da Áustria de 2002, o escudeiro Barrichello deixa Schumacher passar.
Ontem, o cinismo de Felipe Massa e Fernando Alonso foi de enojar qualquer um. O espanhol reclamou do brasileiro com a equipe que, por sua vez, ordenou a manobra. No pódio, Fernando Alonso comemorou a vitória como se nada ocorrera. A Ferrari negou que tivesse influenciado seus pilotos e Massa, apresentando a versão mais absurda de todas, afirmou que deixou o companheiro ultrapassa-lo por livre e espontânea vontade e que pensou somente no bem da equipe.
GP da Alemanha de 2010, o “escudeiro” Felipe Massa deixa Fernando Alonso passar.
Não é justo condenar os brasileiros que exercem ou exerceram a função de segundo piloto. Somente aqueles pilotos experientes teriam respaldo e currículo para dizer um não categórico à equipe. Se Piquet, Senna e Fittipaldi desobedecessem a Ferrari, amanhã estariam empregados na McLaren. Infelizmente não era o caso de Rubens Barrichello e não é o de Felipe Massa. A situação deles é compreensível, o que realmente incomoda é o cinismo do último.
Já deu pra perceber que a mágoa da galera não é com o Galvão e sim com a Globo. Vai entender...
Acho que o Dunga está no caminho certo, mas ontem ele pisou na bola. Aliás, o capitão do tetra é muito mal preparado para lidar com a imprensa. Culpa de seu instinto truculento e da evidente falta de assessoria da CBF.
O problema é que parte do povão acha bonito discordar da Globo por nada. Para muitos, discordar da emissora carioca é quase um atestado de “não-manipulável” e sempre tem um bicho grilo frustrado pra propagar que a Globo manipula tudo, pra lembrar de uma suposta cumplicidade com os militares, do debate do Collor contra o Lula, do boicote às Diretas, etc...
Essa classe “antenada” se esquece que a Globo cresceu pela qualidade, que inventaram o controle remoto e que a realidade política e social de hoje é bem diferente daquela vivida nos anos 70 e 80.
No plebiscito sobre as armas, em 2005, a TV Globo apoiou claramente o desarmamento, seus artistas apareceram na campanha e até novela sobre o tema foi gravada. Para a surpresa de muitos, o resultado das urnas foi totalmente contrário ao interesse global e prova que a tal manipulação, se um dia existiu, hoje é mito.
A manipulação global que vejo em 2010 é completamente inofensiva e se resume às mulheres quererem copiar a mocinha da novela, ao rapaz entrar na aula de forró por causa da dança do Faustão, etc.